
Ilustação: Manoela Afonso - http://manoelaafonso2.zip.net/
Escrito por lilia diniz às 07h15
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Juizo meu num assuntô
quando jurei oiá e num te vê marquei carrêra, foi bestage quede perna pra corrê? fui ficano e pelejano meu passarim pensamento voa sempre pra ocê Óios meu besta que é caiu na gaiola do teu oiá veve agora dos restim que sobra do teu gostá
FOTO:http://serjaoazevedo.blogspot.com/2009/05/arapuca.html
Escrito por lilia diniz às 23h58
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Fuxico de Passarim Cadê rouxinol cadê bico de brasa cadê tico-tico cadê fogo pagou será que de tanto ouvir meu penar avoaram e se foram buscar meu amor Cadê jaçanã cadê bem-te-vi cadê sabiá que hoje não cantou será que de tanto ouvir meu lamento avoaram e se foram buscar meu amor Que todo mundo sabe periquito já contou arara já deu notícia joão de barro espalhou juriti anda dizendo que tou roxinha de amor
Escrito por lilia diniz às 21h43
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Escrito por lilia diniz às 21h38
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Escrito por lilia diniz às 21h37
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Escrito por lilia diniz às 21h36
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Escrito por lilia diniz às 21h35
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Escrito por lilia diniz às 04h20
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Escrito por lilia diniz às 04h18
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Escrito por lilia diniz às 00h43
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Catando bascui Habita em mim a singela casa da minha infância Na fartura do quintal o limoeiro traquino florido sempre adoçando meus ouvidos com os cantares diários do passaredo em festança O velho sabugueiro perfuma abril em flores curando febres estouradas em cataporas e alucinações em labaredas O telhado de cavacos pesa sobre o tempo que insiste não passar Lamparinas atrepadas nas paredes de taipa incandeiam a imensidão dos meus olhos meninos Sala quarto cozinha abrigam o quase nada de mim Mas é lá no terreiro barrido todo amanhecer pelas cuidadosas mãos de meu pai que brinco de catar restos de sonhos e lembranças
Escrito por lilia diniz às 00h42
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O rio passa as barrancas ficam embora nunca as mesmas que o rio leva e lava areia barro pedra gente deixando ou levando alguma poesia no que se pensa de água correnteza curvas peixes gente
Escrito por lilia diniz às 08h13
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A vocês um farto gole de versos que jorram pelos meus olhos, boca, mãos, pés, sexo e coração. 
MIOLO DE POTE EM CANTIGAS E VERSOS - SESI TAGUATINGA DF 2010 - FOTO:ALICE DINIZ
Escrito por lilia diniz às 18h32
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MEUS PAIS - ALICE E JOSÉ Alicezé Filha de mãe cearense aprendi desde cedo ser mulher vivedeira. Meu pai carpinteiro lavrou cada pé de pau como quem lavra a vida. Inquieta, minha mãe ensinou-me que é preciso ter pressa correr à frente para alcançar os sonhos. Paciente, meu velho carpinteiro plainou sonhos em mim cravou verdades lixou incertezas. Forças opostas me apontaram os caminhos que escolhi trilhar.
MIOLO DE POTE EM CANTIGAS E VERSOS - SESI TAGUATINGA DF 2010 - FOTO:ALICE DINIZ
Escrito por lilia diniz às 18h30
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CARLINHOS PIAUI - MININO DO CORRÉGO CRISPIM Tocantins(Carlinhos Veloz) Do lado daquela cidade Existe um rio de eternidade Amores e barcaças E barra - ncas e capins Tucunaré piau e um matagal que é sem igual Riacho do cacau a desaguar No Tocantins Toca essa água toca essa mágoa Toca e deságua Tocantins E quando é noite enluarada a água toda Prateada atrai a meninada para O Tocantins E tudo então se faz canção às cordas de um violão Nas mãos de um poeta lá No Tocantins
-------------------------------------------- MIOLO DE POTE EM CANTIGAS E VERSOS - SESI TAGUATINGA DF 2010 - FOTO:ALICE DINIZ
Escrito por lilia diniz às 18h28
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