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Miolo de Pote em Cantigas e Versos


Ribeirão

  

Socada mata adentro

ouvi o fuxico das gameleiras

bendizendo tua beleza.

Seduzida pelo

mumuiar de tuas águas

mergulhei cabreira 

com sede e desejo

de provar o gosto teu.

Molhada por inteira

me despi dos pudores,

descansei em tua ribanceira,

fiquei a espiar

tuas curvas tesas

que afogaram meu olhar,

arrastaram meu corpo

à pororoca dos rios em profusão 

Doce e manso ribeirão

 

(lília diniz - miolo de pote)

 



Escrito por lilia diniz às 14h40
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"Por ser de lá
do sertão, lá do cerrado

lá do interior do mato

d
a caatinga, do roçado

e
u quase não falo

e
u quase não sei de nada

s
ou como rês desgarrada

n
essa multidão,

b
oiada caminhando a esmo
 

Por ser de lá
na certa por isso mesmo

não gosto de cama mole

não sei comer sem torresmo

eu quase não saio

eu quase não tenho amigo

eu quase que não consigo

viver na cidade

sem viver contrariado"

 

Dominguinhos – lamento sertanejo/



Escrito por lilia diniz às 14h33
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