
Arremêdo
Num sô fia de vaqueiro
nem fia de aboiadô
nem fia de repentista
ou de poeta emboladô
mas trago verso na língua
pro roceiro e pro dotô
Verso catado no chão
no pingo do meio dia
debaixo do sol rachando
queimando minha poesia
fundida com o sol a pino
que as letra se alumia
Sendo fia de roceiro
e quebradeira de coco
os meus versos são rasteiro
o que trago é muito pôco
nesse aboiar em lamento
o meu canto é muito rôco
Queima que nem cansanção
a minha alma brejeira
se não faço rimas, toadas
que me vêem na cumieira
do meu fogo pensamento
viro eu uma fogueira
Escrito por lilia diniz às 19h28
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Traz esse coco Maria
Faz a cocada
Que é pra mode
A gente comer
Traz esse coco Maria
Tira o leite
Rumbora botar no pexe
Pra gente comer
Meu babaçu que tanto quero liberto
Açaí e bacuri nós iremos liberto
Traz o macete o machado
Pega o cofo
Menina segura o coco
Rumbora o coco quebrar
Babaçuando nas brenhas do Maranhão
Desse coco quero o leite
O azeite e o carvão
O mesocarpo, palha, estrume, sabão
As filhas dessa palmeira
Resistindo a ambição
Escrito por lilia diniz às 19h12
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