
Quiriniando (ao poeta Jessier Quirino) No meu caminhar de poeta levo um embornal de versos quando tou ganindo de fome agarro um taco de Patativa das vez que é duro mas é doce que arripuna Alumeio as varedas do pensar com uma lamparina Zedaluizada que é prá num correr risco de ser pega de treição pelo truvo da noite Tá certo que me incandeia mas alumeia que só vendo Agora dei de me Quiriniar ouvindo o trotar dos jumentos poetizados que rasgam madrugadas inteiras E uns vagalumezinho de versos se esbarram na minha frente que enquanto num boto eles no papel eles num me deixam dormir nem com a gota Tá certo que a luz deles é um quase nada mas dá pra ver dentro de mim
Escrito por lilia diniz às 18h02
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