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Miolo de Pote em Cantigas e Versos


 

Por razão de encantamento

de hoje em diante

meu sorriso será

doidamente amarelo

como as flores de agosto

que hipnotizam

irradiando  versos iluminados

ofuscando os que ignoram

a poesia incandescente

e arrebatam almas descuidadas

 

(imagem: http://www.joaobarcelos.com.br/casa_branca.jpg)



Escrito por lilia diniz às 11h23
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Quando estive em Brasilia(setembro de 1995) fui arrebatada pelo amarelo dos ipês

que tomavam conta da cidade... Gestei esse encantamento e não deu noutra...

 

 

 

Escapadinha

 

Que as

boninas

me perdoem!

É que hoje

fui arrebatada

pelo amarelo,

juro que

não foi um amarelo

qualquer.

A cidade estava

simplesmente

a-m-a-r-e-l-a-!

Cmo se não bastasse

tanto amarelo em verso

flor e poesia

parecem ter

em cochicho

combinado tudo

com os guapuruvús

paus-ferro e acácias,

pois lá estavam

amarelinhos,

amarelinhos.

Perdoem-me amadas

boninas,

é que me deixei seduzir

pelo amarelo dos ipês

embora continuem

minhas preferidas!

Mas aquele amarelo...

 

(Miolo de Pote da Cacimba de Beber)

 



Escrito por lilia diniz às 11h09
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Floramarela

  

Das fulô que vi no mundo

num posso aqui lhe dizer

pois foram tantas e tantas

mas vou tentar descrever

se num falar de todas elas

é que hoje de manhã cedo

as outras eu pude esquecer

apois das fulô mais bunita

que já vi com esses óio

foi as fulô do ipê          

 

Vi fulô de girassol

de lírio e algodão

cravo isaac e crisântemo

begônia  e cravo leão

a gérbera e a celósia

hibisco inté açafrão

nessas fulô tudim

amarelo eu pude ver

mas as cor nem se parece

cum as fulô do ipê

 

Vi fulô de gameleira

e também de jatobá

de caju, de laranjeira

de algodão, maracujá

Maria Preta, cajazeira

algaroba, piquizeiro e juá

vi as fulô do mamulengo

as fulô do muçambê

e nenhuma é mais mimosa

que as fulô do ipê

 

As fulô do mandacaru

é buniteza de esperança

da chuva que vem chegano

dum povo que nunca cansa

os flamboyant em florada

é espanhola em dança

e as jardineira  tem o cheiro

dos dia que vai chover

mas nenhuma me tocou

que nem as fulô do ipê

 

Vi fulô de onze e meia

ingazeira, babaçu

vi o milharal em florada

os bacuri, os cupuaçu

murici, andiroba, açaí

as fulô do mulungu

angico, cedro e barriguda

e de tantas que vi florescer

os meus oio se encantô mermo

foi pelas fulô do ipê

 



Escrito por lilia diniz às 09h33
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       Estamos celebrando 4ª Edição do Miolo de Pote,

      um livro de poesias, no país onde dizem as más línguas:

                        "o povo não gosta de ler" .

        4 MIL CÓPIAS de mão em mão, de café em café

                                de escola em escola...

                     Tenho mais de 4mil motivos para

        acreditar que é possível viver de poesia e arte

                   neste país feito de arte e poesia!

   Obrigada a você que me fez acreditar que é possível!

 

 

 

Agrado 

 

 

Na terra de pedra eu procuro

uma estrela para o meu bem

olho, procuro e não vejo

parece que já não tem

 

Estrela Dalva, uma das Marias

qualquer uma pode ser

do campo azul estrelado

que germina ao anoitecer

 

Amarela, cadente, vermelha

bem aqui na minha mão

pra clarear aquele olhar

janela do coração

 

Quero uma só que seja

pode ser de qualquer cor

eu só quero uma estrela

pra agradar meu amor

 



Escrito por lilia diniz às 21h51
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